ESFORÇOS
PARA MELHORAR O SISTEMA SALARIAL
Salários
Ajustados às Circunstâncias Pessoais
A
fim de assegurar padrões de vida estáveis, os níveis salariais
também levam em conta as necessidades e circunstâncias pessoais.
Assim, os homens recebem geralmente mais quando suas despesas familiares (especialmente
para educação) aumentam consideravelmente.
Após
a II Guerra Mundial, as uniões trabalhistas venceram demandas para mais
compensações para os trabalhadores braçais, de modo que a
diferença salarial, entre trabalhadores braçais e trabalhadores
de escritórios, ficou muito mais estreita e os antecedentes escolares perderam
sua importância na determinação dos salários.
Introdução
dos Salários Baseados no Mérito
Começando
por volta de 1960, algumas companhias começaram a dar mais ênfase
às habilidades dos trabalhadores, refletindo-as nos salários, com
a "qualificação do serviço" como um fator determinante.
Atualmente, entretanto, os salários dos trabalhadores são de acordo
com suas idades, anos de serviço, antecedentes escolares, ocupações
atuais, desempenho, capacidade de trabalho e futuro potencial. Esta singular combinação
de salários baseados na antiguidade e mérito tem facilitado a transferência
de trabalhadores de um local de trabalho a outro em resposta à inovação
tecnológica, onde trocas no conteúdo do serviço não
afetam imediatamente os níveis de salário individual.
Ajudas
de Custo e Benefícios
Um
grande número de firmas japonesas, paga uma grande variedade de ajuda de
custo e proporcionam benefícios além daqueles fornecidos pelos programas
de segurança social do governo. Estas firmas ajudam a subsidiar condução,
habitação, e mesmo o custo da educação dos filhos
de seus empregados.
Similarmente,
as firmas frequentemente oferecem aos empregados um seguro de saúde adicional
ou instalações recreativas, proporcionando-os também aos
membros da família. Neste senso, as relações trabalhador-gerência
no Japão enfatizam as relações humanas, e as firmas fazem
um grande esforço para considerar cada vida global de um empregado como
uma vida individual.
RELAÇÃO
TRABALHADOR-GERÊNCIA
O Empregador
Pode Vir a Ser o Gerente
A
relação entre empregadores e empregados no Japão quase nunca
parece estar em conflito, caracterizada por duas distintas classes, a alta e a
baixa. Os empregadores e empregados, gerentes e trabalhadores, cooperam em um
sistema no qual enfatizam as relações humanas e minimizam os conflitos.
De fato, tem-se feito muito esforço no sentido de eliminar as distinções
entre trabalhadores e gerentes como as existentes na Europa, Estados Unidos e
Brasil. Naturalmente, existe uma classe de executivos, gerentes, e trabalhadores
de altos escalões em cada empresa japonesa. Além disso, existem
ocasionais conflitos de interesse entre os executivos, gerentes e trabalhadores.
Entretanto, com o sistema de promoção uniforme dos trabalhadores
dentro da companhia, o empregado pode vir a ser o gerente, e é por esses
gerentes que será eleito o novo executivo. Em adição, as
idéias para a gerência da companhia geralmente surgem dos níveis
mais baixos.
Depois
que os samurais de baixo escalão governaram o movimento para a Restauração
Meiji de 1868, derrubando os 250 anos de domínio do shogunato de Tokugawa,
a mobilidade ascensional tornou-se um ideal na sociedade japonesa. Tornou-se possível
e desejável para os homens jovens, mesmo aos camponeses, escalarem os mais
altos status sociais através de esforços e habilidades. A educação
abriu o caminho para novas carreiras. Tem sido uma era de histórias de
sucesso, na qual muitos homens vieram da pobreza, e percorrendo uma longa estrada
chegaram às posições da elite.
Os
trabalhadores do sexo masculino sem habilidades foram capazes de tornarem-se habilidosos,
acumulando experiência profissional, enquanto que os trabalhadores habilidosos
receberam promoções para posições de encarregados
e supervisores. Tornou-se comum então, a colocação, nas posições
e vagas mais altas, de empregados da própria companhia.
UNIÃO
ENTRE OS TRABALHADORES BRAÇAIS E DE ESCRITÓRIO
Após
a II Guerra Mundial, sob o lema de "democracia no local de trabalho",
as uniões trabalhistas fizeram campanhas para diminuir as diferenças
de status entre os trabalhadores de escritórios e braçais. Esta
unificação de trabalhadores foi um dos mais importantes desenvolvimentos
das relações industriais do pós-guerra do Japão, sendo
aceita com considerável rapidez.
Alguns
sindicatos de trabalhadores braçais haviam sido organizados já antes
da guerra; mas logo após a guerra, as uniões trabalhistas começaram
a organizar todos os trabalhadores, braçais e de escritórios, de
uma mesma empresa para uma só união. Também se tornou possível
para os empregados nos níveis de união promoverem-se à posições
gerenciais. De fato, não é incomum que um presidente de uma companhia
tenha sido um dia uma figura chave na união de sua empresa.
Com
as transformações na estrutura industrial, o número de serviços
de escritório no Japão começou a exceder os de trabalhos
braçais por volta de 1970. Ademais, como a maioria dos trabalhadores agora
é pelo menos graduada em uma escola secundária superior; um antecedente
escolar comum ajuda a encorajar um grande senso de unidade entre os empregados
de uma mesma empresa. Este senso de unidade não é o resultado de
doutrinação, mas sim dos desenvolvimentos institucionais e estruturais descritos
anteriormente.