MANGÁ
O Mangá no Brasil
As histórias em quadrinhos japonesas, o popular mangá, já aportaram por terras brasileiras há muito tempo. No final da década de 60, Cláudio Seto produziu aqui histórias com o estilo de desenho e narrativa igual aos mangás originais. Inclusive, em 1970, na revista Histórias Adultas, foi publicada uma história do lobo Solitário "copiada", sem os créditos dos autores Kazuo Koike e Goseki Kojma.
Lobo Solitário começou a ser comercializado legalmente no país pela editora Cedibra em 1989, quando foram lançados nove números. Depois, seguindo a sequência, em 1992 a Nova Sampa publicou mais 12 números das aventuras do samurai Ito Ogami, ex-carrasco do Shogun, que é traído por samurais invejosos e passa a trilhar o caminho dos assassinos, junto com seu filho Daigoro. Dois almanaques com republicação e mais cinco números com histórias inéditas, mas fora da sequência, foram também lançados.
Akira, com certeza é a mais conhecida e desejada série de mangás que já saiu por aqui. A história de Kaneda e Tetsuo, dois adolescentes que se envolvem com um programa do governo japonês depois da terceira guerra mundial, criada por Katsuhiro Otomo, começou a ser publicada no Brasil pela editora Globo, em 1989.
Criada por Kazuya Kodo (roteiros) e Ryoshi Ikegami (desenhos), Mai a garota Psíquica, conta as aventuras e desventuras de uma garota com poderes paranormais em uma minissérie em oito partes.Foi o primeiro mangá publicado pela editora Abril em 1992.
O mangá no Brasil ainda está engatinhando, com poucas publicações a disposição, mas já existem muitos fãs do gênero produzindo material em forma de fanzine, publicações de baixo custo e baixa qualidade, mas que aos poucos está tomando força.
Apesar do mangá ainda ter um longo caminho pela frente para conquistar por completo o coração do Ocidente, aos poucos está ganhando força, pois até mesmo o cinema americano está se rendendo aos seus encantos. O filme Ás Lágrimas do Guerreiro - Crying Freeman é baseado no mangá de mesmo nome. Matrix, o grande sucesso de bilheteria do ano possui grandes influências do mundo intrincado dos quadrinhos japoneses, e dentro do mercado americano de comics, o desenhista mais aclamado se chama Joe Madureira, um artista que desenha em estilo mangá e faz questão de deixar isso claro. Aos poucos, os japoneses estão dominando gordas fatias do mercado americano e consequentemente isto já está se refletindo no mercado brasileiro, assim como tudo o mais que importamos de nossa prima, a América do Norte.
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Artigo elaborado por Adalberto Corrêa M. Júnior - Aluno do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução - Letras Japonês - Universidade de Brasília - UnB |
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