KABUKI

6.  BIBLIOGRAFIA

ERNST, Earle.  The Kabuki Theatre. East-West Center.

GIROUX, Sakae M. A Formação do Teatro Kabuki In: Centro de Estudos Japoneses USP — 1997. Anais do VIII. Encontro Nacional de Professores Universitários de Língua e Literatura e Cultura Japonesa.

GUNJI, Masakatsu. Kabuki. Tokyo: Kokansha Internacional, 1969.

KUSANO, Darci. Os Teatros Bunraku e Kabuki: uma visada barroca. São Paulo: Perspectiva: Fundação Japão — Aliança cultural Brasil—Japão, 1993.


[1] “O comerciante não podia vestir-se com seda, o guerreiro não se penteava da mesma forma que um artesão, o agricultor tinha sua cota de arroz controlada, etc” Giroux (115 ).
[2] Originalmente tais danças eram executadas por fiéis, que andavam em círculos e recitavam sutras, ao som das batidas nos pequenos gongos de bronze, até alcançar o êxtase.
[3] Pertencente ao final do século XVI,  o yayako otori, cuja etimologia significa “dança das mocinhas”, era realizada por meninas de oito a onze anos, que executavam danças e cançonetas acompanhadas de orquestração. Tal arte cênica, ao mudar para grandes centros urbanos, juntou-se a outras artes de  representação: o onna sarugaku (sarugaku das mulheres) e o onna kyokumai (bailados femininos), processo que culminou no teatro kabuki.
[4] Desde o século XV, esta arte compartilhava com o um mesmo palco na programação teatral. O kyôgen possuía como traço marcante  a exploração dos aspectos cômicos da vida cotidiana.
[5] Nesta época, o Japão sofre uma política isolacionista em relação ao resto do mundo. Proíbem-se os livros estrangeiros (1630), viagens ao exterior (1635), o cristianismo (1637) e a entrada de estrangeiros (1639).
[6] Conforme já citado, a moralidade de teor confucionista pregava o sentimento de devoção, de lealdade ao senhor e a piedade filial, conjunto este que funda a idéia de on (“dívida de gratidão”).  Tal sistema preconizava, ainda, a fidelidade das mulheres, bem como a virtude de agir de acordo com sua posição social (“o guiri”), que também se manifesta na honra que pode levar ao extremo ato do suicídio. 
[7] São  comuns no período Edo as tragédias amorosas com o duplo suicídio, baseado  no conflito entre on  (“dívidas de  gratidão”),  guiri  (“obrigação”) e ninjô  (“sentimentos humanos”).
[8] Tal proibição perdurou por mais de dois séculos e meio, de modo que só houve o reaparecimento teatral feminino em 1891, com o movimento conhecido como shimpa (“escola nova”).
[9] Este tipo de kabuki era formado por belos rapazes de até quinze anos, que conservavam tanto o maegami (“cabelo da fronte”,  signo de homem jovem), quanto a voz algo infantil. Tais adolescentes provinham, certamente, da classe proscrita eta, ou “eram crianças compradas nas turnês pelo país”.
[10] Na verdade, a dança em si não foi proscrita da representação cênica, sofrendo apenas censura a dança licenciosa.
[11] O termo kyôgen, aqui, não possui o significado anteriormente aludido, qual seja, o de interlúdio cômico do nô, mas designa, genericamente, qualquer peça encenada.
[12] Conhecida como a Idade de Ouro da história social e cultural do Japão, tal era assistiu ao florescimento cultural expressos nos seguintes domínios: literatura (a poesia haiku de Matsuo Bashô), a pintura rimpa  de Korin Ogata, o teatro bunraku, a dramaturgia de Monzaemon Chikamatsu, figura esta de notável importância para o kabuki.
[14] Tal é o encanto que se pode perceber na arte do onnagata, cuja beleza é criada a partir da percepção da conduta e psicologia femininas.
[15] Drama lírico japonês, definido como um entretenimento aristocrático. O kabuki, inicialmente, utilizou-se do palco desta arte de representação.

Artigo elaborado por Alessandra Campos
Aluna do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução - Letras Japonês - Universidade de Brasília - UnB

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