A abertura do Japão para a influência ocidental a partir do início da era Meiji (1868-1912) trouxe grandes mudanças a todos os aspectos da vida nacional. Na ikebana, o estilo chamado moribana, literalmente "flores amontoadas", criado por Ohara Unshin (1861 -1916), fundador da escola Ohara, revolucionam completamente a arte. Enquanto que em todos os estilos tradicionais os materiais eram reunidos para emergir do recipiente num único ponto, Ohara usava várias espécies de suportes para arrumar plantas numa superfície expandida em recipientes ocos, chamados suiban (bacia de água). Este permitia a utilização de materiais novos importados que não podiam ser acomodados aos estilos antigos. Também permitia a criação de estilos de paisagem, shakei, que reproduziam cenas da natureza numa maneira simbólica. Outro inovador importante foi Adachi Choka (1887-1969), que adotou moribana e descreveu seu trabalho simplesmente como "decorativo".
As inovações continuaram com o aparecimento de muitas outras escolas modernas. Toshigahara Sofu (1900-1979), fundador da escola Sogetsu promoveu a ikebana como uma arte moderna que deveria encorajar a expressão livre e criativa. No período pós-guerra, trabalhos de vanguarda, ou zen'eibana, ampliou os poderes de expressão da ikebana, incorporando abordagens abstratas esculturais e surrealistas e aumentando a escala de trabalhos e variedade de materiais utilizados. Além disso, as escolas tradicionais como ikenobo, ao mesmo tempo em que mantinham seus estilos clássicos e criavam versões modernas de rikka e seika, acrescentaram abordagens mais recentes, inclusive moribana aos seus currículos. O cenário contemporâneo é dominado por três grandes escolas: Ikenobo, Ohara e Sogetsu, cada uma com cerca de um milhão de membros. Apesar disso, há também várias outras escolas grandes e pequenas. As escolas mais importantes estabeleceram filiais e grupos de estudo em todo o mundo, e a Ikebana Internacional, uma organização que representa muitas escolas, foi fundada em Tokyo, em 1956, e promove a arte em escala global.
A ikebana continua a ser praticada por muitas pessoas comuns não filiadas a escolas específicas e é parte íntima da vida diária no Japão. Arranjos decoram as casas ao longo de todo o ano e materiais específicos são associados a ocasiões e festivais especiais. O pinho de folha perene, simbolizando a eternidade, é o material preferido para o Ano Novo e é tradicionalmente acompanhado por bambu, de grande flexibilidade, e por ramos floridos de damasco. No dia 3 de março, dia do Festival das Bonecas (Hine-Matsuri), também conhecido como Festival das Meninas, ramos floridos de laranjeira são expostos juntamente com as bonecas tradicionais. O íris japonês, simbolizando a força masculina, é usado no dia 5 de maio, Dia das Crianças, e o bambu é parte das decorações para o Tanabata, o Festival das Estrelas, no dia 7 de junho.
As plantas devem ter bastante água para se conservarem frescas o maior tempo possível. Várias técnicas são usadas para preservar a frescura das plantas. Estas incluem quebrar, ferver ou queimar a base dos caules e a aplicação de vários produtos químicos. Contudo, o método mais comum é cortar a base dos caules debaixo da água (misugiri) e usá-los imediatamente. Para restaurar a vitalidade das flores e folhas, devem ser cortadas debaixo da água e os caules deixados submersos por, pelo menos, trinta minutos.
Muitas ikebanas contemporâneas são de duas espécies: moribana e nageire.
Enquanto que a moribana é feita num recipiente achatado com agulhas, ou kenzan, a nageire é composta num vaso alto com uma variedade de métodos usados para manter os materiais no lugar.
Quando se usa um kenzan, cortam-se galhos grossos em diagonal, e colocam-se nos suportes de agulhas. As flores e outros materiais com hastes tenras devem ser cortados em horizontal e inseridos diretamente nas agulhas em posição vertical, e depois ajustados para a gente ou para trás até o ângulo desejado. Com materiais como grama, que são mais finos do que as agulhas individuais do kenzan, uma pequena peça adicional do mesmo ou de material diferente pode ser ajustada à base para aumentar a espessura.
Para arranjos em vasos altos, o método oridome é usado para uma variedade de materiais. A haste fica na boca do recipiente, a porção que pende é colocada contra a superfície interior, e a base pode estender até ao fundo do vaso. O método de auto-suporte (kiridome) é usado para flores com haste grossa. A base é cortada sobre um ângulo e colocada diretamente contra a superfície interior do vaso. No método Joko-waridome, a base do galho é fendida horizontalmente e um suporte é inserido num ângulo reto. A peça cruzada deve ser fixada com firmeza contra a superfície interior do vaso. Para usar uma escora vertical (tate-waridome), a base do caule é colocada verticalmente, e uma escora é segura dentro da fenda. A base da haste escorada toca a superfície interior ou o fundo do recipiente.
Em princípio, qualquer recipiente pode servir para a ikebana. Tradicionalmente, têm sido muito usados vasos de bronze ou cerâmica, peças laqueadas, pedaços de bambu e até abóboras secas. Contudo, o recipiente também é considerado uma parte integrante do trabalho. Quando se usar uma tigela larga e rasa (suiban), o uso sutil da superfície da água desempenha um papel importante no sucesso da obra. Os recipientes feitos de aço inoxidável, de vidro e de várias substâncias sintéticas são comuns na ikebana moderna; contudo, quando se faz um arranjo num vaso de vidro transparente, deve-se tomar um cuidado especial com a porção do trabalho visível dentro do recipiente. Qualquer que seja o recipiente utilizado, a base do arranjo deve ser nítida e concentrada. Quando for utilizar um vaso alto, evite encher toda a boca com materiais.