Ferroviário
e Metroviário:
O trem é o principal meio
de transporte no Japão, chegando a ser mais utilizado do que qualquer outro tipo
de transporte. A malha ferroviária cobre praticamente o país inteiro e são
sempre pontuais. Existem vários tipos de trens, com diferentes níveis de
velocidade e conforto, desde àqueles que param de estação
em estação até os Shinkansen (famosos trens-bala japonês).Você
pode adiquirir os bilhetes nos guichês de atendimento ou através de máquinas automáticas,
ambos localidos nas próprias estações. Logo acima das máquinas
de bilhete geralmente há um mapa do itinerário, escritos na maioria das vezes
em japonês e em letras romanas, com os preços respectivos a cada estação.
Dessa forma, você paga conforme a distância percorrida. Caso você
mude de idéia e resolva prolongar um pouco mais o seu percurso ou tenha
errado de estação, não se preocupe. Basta acertar a diferença no
guichê de saída, junto ao funcionário encarregado de recolher
todos os bilhetes.
Cidades como Tokyo, Yokohama, Nagoya,
Kyoto, Osaka, Kobe, Hakata, Sapporo e Sendai, além dos trens, desfrutam
também do metrô. Para se ter uma idéia da dimensão
da malha metroviária, apenas na cidade de Tokyo pode se encontrar 12 linhas
de metrô. O sistema de funcionamento, não só no diz respeito ao
conforto e pontualidade, como também na aquisição de bilhetes
é semelhante ao dos trens.
Shinkansen (ou Trem-Bala)
O Shinkansen foi introduzido no país há cerca de 30 anos. O percursor dos Shinkansen,
que na época ainda não tinha esse nome, foi o Expresso Kodama que em 1958 fez
o percurso entre Tokyo, Osaka e Kobe, a uma velocidade média de 160 km/h.
Atualmente, alguns modelos em operação chegam à velocidade
máxima de 300 km/h. Ainda há um modelo experimental conhecido como MagLev
que ultrapassa a barreira dos 500 Km/h, pois o trem flutua sobre os trilhos por
levitação magnética. Apesar da velocidade, os trens-balas
japoneses são considerados os mais seguros do mundo. Ainda não há
registro de nenhum acidente grave. Os Shinkansen percorrem todo país de norte
a sul, de Kyushu a Tohoku. Os vagões são divididos em fumantes,
não-fumantes, reservados, não-reservados e o Green Car (vagão
de primeira classe). Também é possível encontrar restaurantes,
e telefones públicos, além do serviço de bordo (que não é
gratuito) onde há vendedores da própria companhia ferroviária
que vendem desde um simples chá até "Bentô" (refeições
completas estilo marmita).
(
Para visualizar as fotos do Shinkansen, clique aqui)
Rodoviário:
O sistema rodoviário no Japão também
é muito confortável e confiável. Os horários são afixados
nas paradas. Raras são as vezes em que o ônibus se atrasa. Não é tão perfeito
como os transportes ferroviários, até pelo fator congestionamento o qual não existe
nas linhas férreas, mas são pontuais. Há dois sistemas de ônibus
com cobranças distintas, dependendo da linha que você for utilizar:
tarifa única e tarifa por distância percorrida, sendo este último
o mais corriqueiro. Nos que tem a tarifa baseada na distância a ser percorrida,
uma pessoa que usufrui do transporte de uma ponta da cidade a outra pagará bem
mais do que uma pessoa que desceria três a quatro paradas do local em que tomou
o ônibus. De que maneira se saberá o ponto inicial? Quando se entra no ônibus
um ticket numerado sai de uma máquina para cada pessoa, e este fará com que a
outra máquina (que substitui o cobrador) saiba o ponto inicial, e consequentemente
o valor a ser pago. Essa máquina cobradora tem o seguinte funcionamento: deve
se colocar, no lugar designado, o dinheiro juntamente com o ticket que fora pego
na entrada do ônibus, a máquina calcula o valor a ser pagão e se houver troco
sairá no local determinado, da mesma forma que se faltar ela informará através
de um aviso sonoro. A mesma máquina possibilita a troca de dinheiro. Pode se introduzir,
por exemplo, uma nota de 1000 yens e obter 10 moedas de 100 yens. Geralmente o
passageiro, ao se aproximar de seu destino, verifica o valor a ser pago da seguinte
forma: no ticket em que retirou ao entrar no ônibus há um número impresso. Dentro
do ônibus, próximo ao motorista, há um painel eletrônico com diversos números
e o valor a ser pago. O passageiro, então, verifica o número de seu ticket no
painel eletrônico e o valor correspondente. Dessa forma ele pode trocar o dinheiro
na máquina cobradora e pagar com a quantia exata. Isso facilita e dá maior rapidez
no desembarque dos passageiros. Em alguns ônibus existe também o anúncio por meio
de microfone, facilitando a vida de usuários portadores de deficiência visual.
Esse meio de cobrar do usuário apenas a distância percorrida parece ser muito
mais justo. Aquele que percorre uma distância maior deve pagar mais e aquele que
percorre um caminho menor deve também pagar menos, é o principio da proporcionalidade.
Além dos ônibus que circulam apenas dentro das cidades,
existem os ônibus de turismo que viajam do norte ao sul do arquipélago
utilizando as rodovias expressas. Essas rodovias expressas, por sinal,
são muito bem conservadas. Uma das grandes vantagens em utilizar o ônibus
ao invés do Shinkansen, para longas viagens, está no preço.
Visto que em termos de duração da viagem, não há
como comparar aom um shinkansen que viaja a 250 km/h e sem congestionamentos.
Se você for utilizar muito o intercâmbio entre ônibus e
trens, vale a pena adquirir um cartão pré-pago de desconto,
que podem ser usados tanto nos ônibus urbanos como nas máquinas
de bilhetes de trens. (
Para visualizar as fotos de um ônibus no Japão, clique
aqui)