O Japão no ponto de vista de um turista

O custo de vida é alto, mas não chega a ser um absurdo, pois as pessoas ao trabalharem têm condições de viver dignamente. Conseguem se divertir, ter educação, saúde e moradia,  mesmo que seja alugada,. A habitação e a alimentação, se comparadas ao Brasil, realmente são mais caras, principalmente o item alimentação pesa muito na despesa mensal. Para se ter uma idéia, uma refeição simples custa em média 20 dólares. É claro que é possível se comer por bem menos, uns 10 dólares. Vale ressaltar que não é comum restaurantes que vendem por quilo no Japão. Há restaurantes que se paga por um tempo estipulado, ou seja, paga-se aproximadamente 1.500 yenes por uma hora e meia no estabelecimento.

Existem inúmeros tipos e variedades de restaurantes do mundo inteiro inclusive, restaurantes brasileiros, entretanto um deles chama a atenção: especializado em "curry". O interessante é que o cliente escolhe a quantidade de arroz, a quantidade e o sabor do currv, o grau de pimenta da refeição, e ainda os acompanhamentos que quer na refeição, como ovo frito, queijo, algumas verduras em conserva, e uma série de outros adornos que podem acompanhar o prato principal. É claro que quanto maior a quantidade e o número de acompanhamentos maior será o preço. O freguês praticamente monta o seu prato, é claro que quem prepara é o cozinheiro. Outro ponto interessante neste mesmo estabelecimento é uma promoção que consiste em que aquele que conseguir "devorar" um prato de 2 kg de curry em menos de 20 minutos não precisa pagar a refeição. Além disso, existe a competição daquele que "devora" mais rápido, aqueles que conseguem mais rápido a façanha têm suas fotos afixadas em um mural no próprio restaurante. E juntamente com essa competição existe a do prato de curry mais apimentado. Alguns chegam a passar mal e precisam ser internados em hospitais.

 Os funcionários dos postos de gasolina são extremamente corteses. Limpam seus vidros, perguntam se tem lixo em seu carro e se querem joga-lo fora, ao sair perguntam em que direção irá, para parar o trânsito e o cliente sair sem maiores problemas. E todos os postos têm promoções em que a pessoa ao abastecer, recebe uma espécie de cartão de ponto para que cada vez que for abastecer no mesmo posto possa ganhar um carimbo e ao completar a tabela, ganhar um desconto, presentinhos ou, até mesmo, dependendo da quantidade ou do tipo de promoção, adquirir um tanque cheio.

 Como a maioria das cidades grandes, o Japão enfrenta problemas com estacionamentos. Por isso quase todos são pagos. Entretanto há diversos estabelecimentos comerciais que oferecem estacionamento gratuito caso você gaste em sua loja. Neste caso, basta apresentar a nota da compra. Realmente é um sistema bastante interessante, pois até tem uma certa lógica cobrar das pessoas que vão ao local e não gastam. Por outro lado, não há razão para cobrar uma taxa de uso da garagem de quem gastou já gastou em produtos do estabelecimento.

 Um aspecto impressionante é o fato de que todos os tipos de estabelecimentos comerciais, sejam eles de pequeno ou grande porte, nunca deixam de ter troco, mesmo que a quantia a ser devolvida seja grande. Não importa o horário ou o local, todos os estabelecimentos nunca deixam de dar o troco, mesmo que seja de apenas 1 yen. Isso ocorre, talvez pelo fato de que no país do sol nascente, cheques não são utilizados para quantias pequenas, apenas sendo utilizados para quantias elevadíssimas, como compra de empresas, bancos...

 Para todos os tipos de compras há uma incidência de 5% de imposto sobre o valor do produto. Por exemplo, na compra de uma mercadoria de 1000 yens, haverá uma cobrança de 50 yens. Para os turistas existem lojas, normalmente encontradas em grandes cidades, como Tóquio e Osaka, que não cobram o imposto de 5 % sobre a compra efetuada, bastando para isso mostrar o passaporte.

 Uma das coisas mais impressionantes para um turista é o fato se poder comprar um celular por apenas 500 yenes, ou seja, menos de 5 dólares. Além disso, a tarifa é extremamente barata e o serviço muito bom, o que capacita o uso de milhões de usuários sem maiores aborrecimentos. Muitos utilizam o celular com a mesma frequência de um telefone convencional.

 No Japão é comum encontrar máquinas que vendem os mais variados produtos, conhecidas como Jidouhanbaiki (pronuncie didourranbaiki). Em qualquer esquina do Japão, pode-se encontrar maquininhas que vendem quase tudo que se pode imaginar. Para se ter uma idéia até mesmo um saco de arroz de 5 kg pode ser comprado. É super prático e pode-se encontrar essas máquinas, principalmente de refrigerantes em lata em qualquer lugar, não sendo exagero dizer que se pode encontrar até mesmo nos lugares mais interioranos. Nestas máquinas já está incluído o imposto de 5% que recai sobre todos os produtos.

 É comum encontrar também lavanderias, onde por uma determinada quantia em dinheiro se pode lavar e secar, e é o próprio freguês quem coloca as roupas, muitas vezes não havendo nem mesmo nenhum funcionário na loja.