O Japão no ponto de vista de um turista

Vale observar que não é só o fator horário que se deve levar em consideração, mas também o fator comodidade, ou seja, todos tem facilidade em utilizar os meios de transporte. Por exemplo, dentro do metrô há um anúncio do nome da próxima estação em um painel eletrônico e também por meio de microfone, usado também para informar o lado em que a porta se abrirá, auxiliando assim os deficientes visuais e auditivos. Além disso, normalmente, se encontra um mapa dentro dos vagões para que pessoas que nâo conhecem a região possam também transitar sem se perderem.

Nas estações de trem existe no piso uma espécie de faixa, geralmente amarela e em alto relevo de forma a serem sentidas com os pés, para auxiliar os deficientes visuais a se locomoverem até as saídas ou plataformas de embarque. E em algumas estações existem bilheterias eletrônicas com código em braile, e também mapas em anagliptografia (processo de leitura para deficientes visual por meios de sinais em relevo, inventado por Braille). Existem também elevadores para que deficientes físicos ou mesmo idosos possam utilizar, pois normalmente as linhas de metrô são no subterrâneo.

E também, em cada estação existem plaquetas indicando o nome da estação em "híragana" e também em letra romana para que todos possam se localizar mais facilmente, inclusive os estrangeiros. Além disso, nas estações de maior movimento, normalmente há balcões de informações para estrangeiros.

Muitas pessoas preferem fazer uso da comodidade e rapidez dos metrôs pela facilidade, segurança, e também pelo fato de que as grandes cidades além do trânsito ser caótico e não existir estacionamento suficiente para todos, faz com que a grande maioria prefira utilizar este tipo de transporte. Até alguns Políticos e empresários utilizam esse tipo de transporte para irem trabalhar.

Nas estações de trem mais movimentadas é comum os japoneses, ao usarem as escadas rolantes, se manterem no lado direito, deixando livre o lado esquerdo para aqueles que queiram correr para chegar ao tempo de entrar nos vagões. É realmente uma sociedade que procura sempre pensar em não atrapalhar os outros.

Em quase todas as estações de maior movimento, pode-se encontrar folhetos com mapas da cidade e dicas dos pontos turísticos, seja para o turista doméstico ou estrangeiro, facilitando a visita daqueles que não conhecem a cidade.

Isso tudo facilita a vida de quem depende desses transportes, pois tem a certeza de que podem chegar no horário com segurança, seja no trabalho, na escola ou em qualquer compromisso. Isso também é um elemento que ajuda  melhor a organizar o trânsito, pois quanto mais pessoas utilizarem meios alternativos para chegar ao destino, menor será o número de carros, facilitando e dando maior rapidez ao fluxo rodoviário.

Outro ponto que deve ser citado é a maneira com que o cidadão é atendido em restaurantes, postos de gasolina e demais estabelecimentos comerciais. Nos restaurantes, mesmo não havendo o pagamento de 10%, que no Brasil é pago aos garçons, o atendimento é fantástico, seja pelo fato das pessoas serem recebidas em voz alta pelos funcionários pela expressão: "irashaimase” (bem vindo). No momento que o cliente entra no restaurante, normalmente é recebido por um funcionário. Ele o cumprimenta e pergunta: “Para quantas pessoas?” (nan'mei sama de shouka?). Com isso o garçom pode indicar um local mais apropriado para aquele determinado número de pessoas. Ao chegar na mesa, o funcionário traz o cardápio e água, que é gratuito no Japão. Em alguns lugares se fornece chá gratuitamente.

 São raros os lugares em que a conta é levada até a mesa. Ao invés disso, o próprio cliente leva a conta ao caixa onde é feita o pagamento, e o curioso é que ao sair do estabelecimento todos os funcionários agradecem, fazendo uma reverência e dizendo: "Domo arigatou gozaimashita" (Muito obrigado).