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CAPÍTULO 2
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2.2.3- ESPÉCIES DE TELHADOS
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Sabe-se
que a beleza da arquitetura japonesa consiste nos variados projetos de
seus telhados. Estes representam um dos elementos mais importante da arquitetura
japonesa em funcionalidade e expressão. Nas edificações de madeira,
especialmente no Japão, onde chove bastante, não se utiliza a cobertura
como pavimento como nas estruturas de concreto, ou seja, apenas funcionam
como telhados.
São utilizadas
várias espécies para confeccionar esses telhados tais como telhado
de empena; telhado de ripa, piramidal e de empena ripada, este éltimo
é muito peculiar no Japão.
O grande e
majestoso telhado dos templos Budistas, o suave mas solene telhado dos
santuários Shinto, o pitoresco telhado das casas do país, o telhado
das salas de chá, entre outros, são testemunhas da beleza encorpada
de todos os telhados japoneses.
A beleza desses
telhados, porém, está associada diretamente a arquitetura de madeira.
Outra
característica marcante da arquitetura japonesa é a forma dos seus
beirais. Eles servem para aumentar o sentimento da estabilidade da harmonia
da forma da construção. Mas a projeção dos beiras não é
apenas decorativa, nasceu da necessidade. Como o verão no Japão
é a estação das chuvas e a atmosfera fica mais abafada, as pessoas
naturalmente gostam de abrir as janelas e ter sempre uma boa ventilação,
mesmo durante as chuvas. Por esse propósito e também para prevenir
a incidência dos raios solares que penetravam janela adentro, a largura
sobressalente dos beirais é indispensável. No inverno, entretanto,
esta projeção não impedem os raios solares de penetrarem e esquentarem
o ambiente. Daí as projeções dos beirais não serem superiores
a 2,4m em alguns templos Budistas.
Masu-Gumi
é um detalhe estrutural para suportar a largura dos beirais, e um dos
maiores detalhes da arquitetura japonesa, entre os quais é escolhido
por arquitetos que desejam obter o puro efeito japonês.
Masu-Gumi foi
originalmente parte própria da construção, que ao mesmo tempo
aplica um efeito decorativo. É um ingênuo detalhe construtivo que tem
origem no continente junto com a introdução da arquitetura Budista
em meados do século VI, mas naquele tempo já se tomava o efeito
da arquitetura japonesa mais típico, como se fosse símbolo intrínseco
da arquitetura japonesa. Através de variadas formas, de acordo com
os diferentes períodos, são encontrados no Masu-Gumi: primeiro a
projeção hijiki para frente e para os lados, então o lugar masu
sobre o hijiki em distóncias variadas, depois os hijiki são projetados
sobre eles e o mesmo processo se repete.
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